Quem foi que fez o sol tão
vivificador?
E sua luz resplandecente cheia
de fulgor?
Os trilhões de estrelas que
cintilam nos céus?
E as nuvens vaporosas como
densos véus?
A mecânica celeste, o arcano profundo
da eterna ciência que equilibra
os mundos?
Os microorganismos em
desenvolvimento
e os orbes gigantescos em
deferecimento?
O átomo e a nebulosa, a ameba e
o Serafim,
e as origens das coisas que
nunca terão fim?
A virtude impoluta que não se
modifica,
e a possante energia que a tudo
vivifica?
Quem foi que fez o vento, a
chuva, o raio e o
trovão?
A primavera, o outono e também
o verão?
O perfume das flores, o som, a
luz, o ar?
Os campos, as florestas, a
terra, o céu e o mar?
Quem foi que fez o infravermelho
e o ultravioleta?
E fez da lagarta surgir uma
bela borboleta?
O esperto gafanhoto e o formoso
rouxinol?
Surgindo a alvorada, os clarões
da luz do sol?
Quem foi que fez as feras
bravas, os ternos
passarinhos,
a asa dos insetos e a beleza de
um ninho?
Deu agilidade incrível à pulga
saltitante,
e fez o passo lerdo e tardo do
elefante?
Quem foi que fez o colibri com
linda sutileza,
sugando o mel das flores com
tal delicadeza?
O tatu escavando a cova em que
se abriga,
e a faina inesgotável da
minúscula formiga?
O inquieto macaco, o fogoso
corcel,
e a abelha trabalhando na construção do mel?
Quem foi que fez a ostra, o
golfinho, o tubarão, a baleia?
E a engenhosa aranha tecendo a
sua teia?
E o instinto de conservação,
como bússola infalível de
orientação,
guiando com acertos os
irracionais,
sem nunca transgredir as regras
naturais?
As maravilhas do reino mineral,
o leito onde repousa o reino
vegetal,
os prodígios da animalidade,
e um elo mais acima, a nossa
humanidade?
E tantos outros reinos que nós
desconhecemos,
sistema de mundos que nem nos
apercebemos?
Os gênios tutelares
arqui-angelicais,
imersos nos segredos dos planos
siderais?
Que maravilha é esta que eu não
posso descrever,
com todo dramatismo que eu
pudesse ter?
Artista inimitável, sublime e
ilimitável.
Me ponho de joelhos e contemplo
abismado.
E pergunto a mim mesma com
estupefação.
Quem criou isso com tanta
perfeição até o perdão?
Quem dá sem pedir nada, e paga
sem dever nada?
E a tudo movimenta sem nunca se
mover?
Formando e transformando.
Criando e dirigindo.
Governando e agindo.
Quem tem tamanho poder?
Pergunto a outras vozes.
Quem que podeis dizer?
Eu vos peço queridos irmãos,
amigos meus.
E as vozes me respondem:
Foi Deus
Foi Deus
Foi Deus
João de Deus Limeira

Nenhum comentário:
Postar um comentário